11 de ago de 2010

Bob Dylan....ícone de uma época que mudou o mundo.

Ele compôs a melhor canção de todos os tempos, segundo a revista Rolling Stone. Não bastasse isso, é autor de dezenas de canções cujas letras são consideradas obras poéticas, têm sido adotadas como hinos por gerações e movimentos jovens e, de tempos em tempos, viram tema de livros, filmes e documentários.
Bob Dylan é um divisor de águas na história da canção popular. Nos diversos gêneros em que tem transitado – country, folk, rock, blues e pop –, Dylan tem transformado letras em poesias e canções em expressão de uma visão singular do mundo. Considerado por fãs e críticos um dos melhores representantes da canção de protesto norte-americana na década de 60, rótulo que ele enfaticamente recusa, suas composições mostram uma sensibilidade artística e uma capacidade intelectual que vai muito além dos rótulos e, entre outros feitos, fez o rock sair da adolescência e ingressar na vida adulta.
Bob Dylan em No Direction Home
©2005 International Film Finance Ltd
Cena do documentário "No Direction Home Bob Dylan", de Martin Scorsese
Entre 1962 e 2007 lançou 50 álbuns que venderam 37 milhões de unidades (apenas para comparação, o Pink Floyd vendeu o dobro), segundo dados da Recording Industry Association of America (RIAA). Apesar de atualmente não ser um campeão de vendagem, Dylan tem suas canções e álbuns sempre entre os melhores de todos os tempos, de acordo com a opinião da crítica e de outros artistas, como mostrou a pesquisa da edição norte-americana da revista Rolling Stone em 2004 junto a 172 músicos. Sua importância nas artes levou a revista Time, em 1999, a o incluir na lista das 100 pessoas mais influentes do mundo.

No caminho que Dylan trilhou desde o início dos anos 60 nem tudo foram flores. Ele foi acusado de traidor pelos amantes do folk, quando iniciou sua incursão pelo rock em meados dos anos 60, foi considerado manipulador dos fãs e da crítica, por conta da não realizar turnês entre 1967 e 1973, após sofrer um acidente de moto, e de ultra-sionista após sua visita a Israel e ao Muro das Lamentações, nos anos 70.

A trajetória de Dylan mostra que ele não é apenas um dos mais brilhantes artistas da canção popular, com uma personalidade complexa e enigmática, autor de verdadeiras obras primas e um ícone de uma época que mudou o mundo. Bob Dylan é, antes de tudo, um autêntico outsider.


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